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O Radiocontrole
O equipamento de radiocontrole (R/C) utilizado para comandar os aeromodelos
continua sendo, para a maioria dos aeromodelistas, uma "caixa preta". Isso
acontece porque para que se possa efetivamente entender o seu funcionamento, é
necessário ter alguns conhecimentos básico de eletrônica e telecomunicações.
Tentaremos nesse texto, fornecer aos colegas algumas informações com a finalidade
de esclarecer um pouco o que há dentro dessa "caixa preta", com palavras simples
e sem abusar muito dos termos técnicos.
O funcionamento de um R/C deve ser bem simples, quando movimentamos a alavanca
do stick do transmissor esperamos que o servo correspondente se movimente
proporcionalmente controlando o modelo.
O movimento do stick gera um sinal elétrico que precisa chegar até o receptor
para movimentar o servo. A forma de fazer chegar ao receptor o sinal produzido
pelo movimento do stick é "juntá-lo " a uma onda de rádio.
Esse processo é bem conhecido de todos nós. Quando escutamos um jogo de futebol
num rádio acontece a mesma coisa, a única diferença é que nesse caso é um
microfone que está gerando o sinal elétrico que chega até o nosso receptor. Da
mesma forma quando assistimos a televisão, o sinal elétrico que estamos
recebendo foi produzido por uma câmara de vídeo no estúdio da emissora.
A "mistura" do sinal elétrico do nosso R/C com a onda de rádio recebe o nome
técnico de modulação. Se a modulação alterar a amplitude da onda de
rádio, teremos um sistema AM ( Amplitude Modulada ). Por outro lado, se a
modulação alterar a freqüência da onda de rádio, teremos um sistema FM
( Freqüência Modulada).
O sinal elétrico que vai modular a onda de rádio pode ser de dois tipos:
- PPM ( Pulse Position Modulation ) ou
modulação por posicionamento de pulso
-
PCM ( Pulse Code Modulation ) ou modulação por código de
pulso.
Resumindo isso tudo o que você precisa saber é o seguinte:
AM e FM são tipos de modulação da onda de rádio.
PPM e PCM são formas de codificar o sinal elétrico reproduzidos no
movimento do stick.
Podemos então ter um rádio FM que seja tanto PPM como PCM , ( mais comum ) ou
ainda um rádio AM que também seja PPM ou PCM , ( menos comum ).
A pergunta é: Porque não temos rádios AM codificados em PCM ? Tecnicamente isso
é viável, tanto que os primeiros rádios FUTABA codificados em PCM eram AM.
Porque ? Simplesmente porque não existiam R/C FM ainda !
Hoje todos os rádios PCM são FM porque a transmissão em FM tem uma série de
vantagens em relação a transmissão em AM, por isso não se fabricam mais rádios
AM.
Vantagens e desvantagens dos sistemas de R/C
RÁDIOS AM
Os rádios AM que ainda são usados aqui no Brasil devido ao seu baixo preço
e ao fato de muitos colegas ainda possuírem aquele primeiro rádio adquirido
quando ingressou no aeromodelismo. Esses equipamentos quando bem conservados
funcionam perfeitamente, dentro das suas limitações técnicas. As principais
limitações de um rádio AM são:
- Baixa imunidade a interferências produzidas por ruídos elétricos, pois os
ruídos, devido a sua característica elétrica, localizam-se nos picos da onda de
rádio, justamente no local em que um rádio AM transporta os sinais elétricos de
controle.
- Baixa capacidade de rejeitar sinais interferentes de outros canais dentro
da faixa de operação. Isso ocorre porque os receptor utilizados nos rádios AM
são de conversão simples. A conversão de freqüência, faz parte do processo que o
receptor utiliza para receber os sinais enviados pelo transmissor. Enquanto num
receptor de AM esse processo acontece uma só vez, nos receptores de FM ele
ocorre duas vezes, tornando o receptor mais "seletivo". Esses receptores podem
ser identificados pela tarja vermelha onde está escrito [ DUAL CONVERSION ].
Se você utilizar seu rádio AM em zonas onde não existem muitos colegas voando
juntos e que não possuam muitas fontes geradoras de ruído como industrias,
estações de radio difusão etc, certamente você voará sem problema algum no
rádio.
RADIOS FM - PPM
Os rádios FM, que trabalham com a codificação dos sinais em PPM também são
chamados de rádios analógicos , não apresentam as limitações do rádio AM e,
portanto, só tem vantagens em relação a este. São mais imunes aos ruídos
elétricos pois a modulação é feita pela variação da freqüência da onda de rádio
e não da amplitude como no AM. O receptor de FM trabalha no sistema de dupla
conversão e por isso não sofre a interferência de outros canais.
RADIOS FM - PCM
Os rádios FM, que codificam os sinais dos sticks em PCM são conhecidos também
como rádios digitais. Fora essa particularidade, seu funcionamento é idêntico ao
de uma rádio FM PPM. A grande vantagem desse tipo de rádio é que o seu receptor
só identifica os sinais codificados pelo transmissor, sendo portanto imune a
qualquer outro tipo de ruído ou interferência.
As variações do sinal elétrico produzida pelo stick são enviadas a um
microprocessador que as codifica em uma seqüência binária ( 1 e 0 ), também
chamada de "palavra digital" , que é enviada pelo transmissor até o receptor
como nos processos analógicos.
Ao chegar no receptor, outro microprocessador "identifica " o código e aciona o
servo correspondente. O número 1024 que vem impresso na caixa do rádio PCM,
indica que o rádio pode codificar até 1024 posições diferentes do stick! Ou
seja, para cada uma das 1024 posições que o stick for colocado, o rádio gerará
uma "palavra digital" que será enviada ao receptor.
Toda esse sofisticação tem um custo, geralmente medido em dólares...
CONCLUSÃO
Agora você tem condições de avaliar qual o melhor sistema de R/C que deve
comprar. Como e onde pode utilizar o rádio que você possui, e também ficou
sabendo porque um rádio custa mais caro que outro.
Esse texto foi uma apresentação bem superficial, destinada a colegas que não
possuem conhecimentos mais profundos em eletrônica e telecomunicações.
Convém salientar que entre os maiores fabricantes de R/C, existem diferenças
entre o modo de operação dos equipamentos. Como exemplo posso citar os rádios FM
da JR que não utilizam receptores de dupla conversão, preferindo o emprego de
outros componentes diferentes. O resultado disso é um receptor bem menor que o
da Futaba com o mesmo desempenho.
Interferências
Descartando-se os casos em que a chave liga/desliga
tinha mau contato, que os fios e/ou conectores da bateria estavam oxidados ou
frouxos, que a própria bateria já estava velhinha e esgotou a carga antes tempo
e que não tenha havido erro de pilotagem, certamente a causa da queda foi devido
a uma INTERFERÊNCIA.
Mas afinal o que é INTERFERÊNCIA? Deixando de lado a
interferência que algumas pessoas fazem nos assuntos dos outros, vamos nos
restringir a interferência que acontece nos sistemas de radiocomunicação onde um
radio transmissor envia sinais através do ar que serão captados por outro rádio
receptor distante.
O sistema mais conhecido de radiocomunicação por todos
são as emissoras de radio comerciais de AM e FM. Nesse sistema, potentes
transmissores com vários KW ( quilowatts ) transmitem seus sinais em todas as
direções (omnidirecionais), abrangendo uma região que pode ser de algumas
dezenas de quilômetros no caso das transmissões em FM, até centenas de
quilômetros nas transmissões de AM.
Um receptor de rádio quando sintonizado exatamente na
frequência ( CANAL )de uma dessas emissoras irá receber os seus sinais na forma
de musica ou voz. Intuitivamente também sabemos que quanto maior for a POTÊNCIA
da emissora, mais longe serão captados os seus sinais. Por outro lado quanto
maior for a SENSIBILIDADE do receptor, melhor ele captará emissoras distantes.
O receptor porém deve apresentar uma outra
caracteristica além da SENSIBILIDADE, caracteristica essa, não tão importante
quando se trata de escutar musica ou notícias, mas primordial quando queremos
receber sinais de telecomando como é o caso do nosso radiocontrole, é a
SELETIVIDADE.
Enquanto a SENSIBILIDADE é responsável por fazer com
que o receptor receba sinais fracos, a SELETIVIDADE faz com que ele receba
sómente o sinal de uma determinada estação, na qual ele está SINTONIZADO,
REJEITANDO todos os outros sinais que estão presentes na sua ANTENA.
Sem entrar em muitos detalhes técnicos, vamos apenas
dizer que o circuitos responsáveis pela SELETIVIDADE num receptor são os
FILTROS.
FILTROS são conjuntos de componentes eletrônicos
projetados para deixarem passar só uma frequência rejeitando as outras. Imagine
a ANTENA do receptor como uma peneira na qual você coloca certa quantidade de
areia e imagine que o diâmetro da tela da peneira é o FILTRO do receptor. Assim
como na peneira você vai ter grãos de areia de todos os tamanhos, também na
ANTENA do receptor voce terá várias frequências
( CANAIS ) presentes. Como na peneira só vão passar grãos de determinado
tamanho, também o receptor só irá receber o CANAL para o qual o FILTRO foi
SINTONIZADO.
Até aqui tudo bem mas o que vai acontecer se ao invés
de colocarmos um punhado de areia na peneira colocarmos uma pá bem cheia?
Certamente parte da areia irá derramar pelas bordas da peneira causando
INTERFERÊNCIA na nossa areia peneirada! Ou seja, o FILTRO do receptor é
projetado para bloquear os sinais indesejáveis DENTRO DE UM DETERMINADO LIMITE!
O que eu quero dizer com isso é que se próximo ao receptor existir um outro
transmissor com potência bem maior que o nosso rádio, MESMO QUE ELE NÃO ESTEJA
EXAMENTE NA NOSSA FREQUÊNCIA IRÁ CAUSAR INTERFERÊNCIA NO NOSSO RECEPTOR.
Além da potência, existe outro fenômeno que causa
INTERFERÊNCIA em sistemas de rádio. São as chamadas frequências ( ondas )
harmônicas . Esse é um assunto que envolve um pouco de física e matemática, por
isso basta que saibamos que quando uma onda elétrica é produzida no transmissor,
junto com ela, chamada de FUNDAMENTAL ( onda cuja frequência corresponde
exatamente ao CANAL que estamos utilizando), também são geradas várias outras
ondas cujas frequências são múltiplos da frequência original. Essas ondas são
chamadas de frequências IMAGENS da onda principal. A principal catacteristica
dessas ondas é que a medida que aumenta o múltiplo diminui a potência das
mesmas. Só para ilustar podemos imaginar que se temos um transmissor de 10 watts
de potência na frequência FUNDAMENTAL, a primeira harmônica 2IM ( 2 vezes a
frequência fundamental ) possui sómente 3 watts e a segunda harmônica 3IM ( 3
vezes a frequência fundamental) apenas 0,1 watt. Os valores são ficticios pois a
relação entre a potência das harmônicas é dada por uma fórmula matemática.
Voltemos ao nosso R/C. A potência de um transmissor de
R/C varia entre 0,4 - 0,7 watts ( 400 a 700 miliWatts). O filtro do nosso
receptor é projetado para bloquear frequências indesejáveis QUE TENHAM POTÊNCIA
DENTRO DESSA FAIXA. Só para exemplificar, se tivermos uma estação de rádio
operando nas proximidades da nossa pista e em uma frequência que gere ondas
harmônicas exatamente na frequência do CANAL que estamos operando, se que essas
ondas tiverem potência suficientemente elevada para suplantar o FILTRO do nosso
receptor - VAMOS SOFRER INTERFERÊNCIA!
Para finalizar vamos ver como se caracteriza na prática
esse tipo de INTERFERÊNCIA.
Você nota que o avião voa bem exeto
em uma determinada área da pista, geralmente na aproximação final, quando o
modelo parece que perde o controle - as vezes perde mesmo e cai. Você logo
desconfia do rádio porque o resto do pessoal que está voando sem problemas . Provavelmente essa interferência só acontece no seu canal.
Tente verficar com o pessoal que está voando se
notaram alguma interferência na mesma região da pista, em caso positivo qual o
canal eles estão utilizando.
Se a INTERFERÊNCIA é continua, ou seja ao voar em
determinada área da pista o avião fica "maluco", pode ser indicação de que a a
INTERFERÊNCIA esteja sendo gerada por uma estação comercial de AM ou FM nas
proximidades.
Se a INTERFERÊNCIA é aleatória - acontece de vez em
quando, podemos suspeitar de um transmissor de radioamador, faixa do cidadão ou
de outro serviço privado de telecomunicações.
Troque o canal do rádio ( troque os cristais por
outros de frequência diferente e faça um teste novamente ). Se o problema
desaparecer fica claro que era um INTERFERÊNCIA específica no canal que você
estava utilizando.
Transmissões do sistema de Rádio Chamada ( BIPS )
também podem interferir no R/C uma vez que as frequências utilizadas nesse
serviço fica localizada exatamente dentro da faixa destinada aos R/C utilizando
os canais ímpares. Por exemplo entre o canal 20 ( 72.190MHz ) e o canal 21 (
72.210MHz ) está operando uma frequência de BIP de 72 200MHz !
Estações de rádio mal ajustadas, antenas transmissoras
mal acopladas, "butinas" que multiplicam varias vezes a potência de uma estação
de PX, geralmente mal construídas, são alguma fontes de INTERFERÊNCIA nos R/C.
Lembremo-nos que existem milhares de sinais de todas as frequências e com varios
niveis de potência presente no ar que nos rodeia sem que saibamos nem de onde
são gerados. Resta para nós o elo mais fraco dessa corrente, mantermos nossos
equipamentos bem ajustados e em boas condições operacionais, pois só assim não
seremos surpreendidos com a famigerada INTERFERÊNCIA.
Antena
Na edição
de Outubro/2001 da RC Modeler, o consultor técnico de R/C da revista, George
Stainer, publicou um pequeno artigo sobre a influência do tamanho da antena do
receptor no funcionamento do equipamento de R/C. Em seu relato, ele cita que
muitos colegas que gostam de voar modelos muito pequenos tem problemas com o
tamanho da antena do receptor, pois além de causar arrasto no modelo se ficar
abanando na cauda, um movimento mais brusco pode fazer com que o fio seja
apanhado pela hélice causando a queda do modelo. Os
testes foram feitos de maneira empírica, ou seja, no campo porém com a
utilização de aparelhagem específica para determinar as alterações na
intensidade do sinal recebida pelos receptores. Foram utilizados equipamentos de
R/C de todas as marcas porém sempre na faixa de 72 MHz.
Dobrando uma antena normal de 39" ( 1 metro aproximadamente ) de
maneira que ela fique na forma de um "U" sendo que a parte maior fique com um
comprimento de 20" (50 cm aprox.) e o resto do fio colocado paralelamente com um
separação de 4" ( 10 cm), A recepção apresenta uma perda de 4% do sinal
recebido.
Cortando
um pedaço de 3" ( 7,5 cm ) dessa mesma antena porém utilizando a mesma esticada
normalmente a recepção não é afetada! Portanto se a antena do seu
receptor tiver um pequeno pedaço cortado, não se preocupe o rádio vai continuar
funcionando normal.
Agora
cortando novamente o fio da antena e deixando ele sómente com 21" ( 53 cm ) a
perda de sinal é de 16%. Isso pode representar um problema quando se utiliza
micro receptores, uma vez que tendo esses equipamentos a banda mais larga,
alguns deles simplesmente deixam de funcionar se um pedaço da antena for
cortado. Não esqueça que os dados obtidos nessa experiência dependem muito do
ambiente em que esta instalada a antena
Finalmente
se cortarmos um pedaço de uma antena normal de 39" reduzindo o comprimento do
fio a 18"( 45 cm ) o receptor simplesmente deixa de funcionar.
Por outro
lado se enrolarmos uma antena normal ( 39") em um cartão de visita deixando sómente 18" de fio para ser
esticado na fuselagem do modelo, teremos uma
perda de sinal da ordem de 17%.
Por fim
foram feitos ensaios com antenas encurtadas através de uma bobina de carga na
sua base. Essas antenas são rígidas e tem o comprimento de 10" ( 25 cm ) sendo
muito utilizadas em helicópteros. A perda de sinal na recepção é de 17%.
Mesmo assim funcionam satisfatóriamente pois como se sabe a área de vôo de um
helicóptero é bem menor que a área de uma aeromodelo.
Convém notar
que os teste acima foram feitos com a distância de 30 metros entre o transmissor
e o receptor, ou seja, em condições normais que um aeromodelista deve testar o
alcance do seu rádio. Salienta também o técnico, que os valores apresentados na
redução do sinal recebido representam uma média de várias medidas com vários
receptores e transmissores, o que significa que em condições especiais de
instalação esses valores podem mudar tanto para melhor quanto para pior.
Resumindo.
Sempre
que possível, utilize a antena normal que vem instalada no seu receptor,
esticando-a totalmente no sentido HORIZONTAL ao longo da fuselagem do modelo,
assim voce estará garantindo a melhor performance do seu R/C.
Atenção - Não use o rádio
p/descarregar a bateria
As oficinas tem recebido
transmissores com falta de potência e até
mesmo "queimados" por terem sido utilizados para descarregar a bateria. É
preciso que todos colegas aeromodelistas saibam que descarregar as baterias não
só é necessário como fundamental para que as mesmas se mantenham sempre em boas
condições de operação.
Porém deve-se utilizar um ciclador, ou um descarregador controlado para
essa tarefa e nunca o próprio rádio, pois o circuito de potência do rádio (
parte eletrônica que envia os sinais para a antena do rádio ) não foi projetado
para funcionar contínuamente por um período muito grande de tempo. Como a
descarga da bateria, dependendo da carga que ainda lhe resta, pode levar 3 horas
ou mais, o circuito esquentará demais e com o passar do tempo acabará
danificando o transistor de potência do rádio. Esse componente normalmente já
trabalha com a temperatura bem elevada em condições normais, e certamente
apresentará defeito se o rádio for usado nessas condições.
A
chance de queimar o rádio aumenta se voce o deixar ligado COM A ANTENA BAIXA!
Portanto sempre que for deixar o rádio ligado por um período maior de tempo
EXTENDA TODA A ANTENA!
Tenha em mente que a melhor forma de ciclar ou descarregar suas baterias
com segurança é utilizando um equipamento adequado. Assim voce não corre o risco
de danificar o seu rádio nem de "zerar" as baterias, o que pode ser fatal para o
pack se na hora de recarregá-las alguma pilha sofrer uma inversão de polaridade.
Veja na
seção produtos dessa página como funciona o DESCARREGADOR ELETRÔNICO CONTROLADO.
É um equipamento bem mais barato que um ciclador normal e evita todos os
problemas citados acima
Cabo trainer
Com a
divulgação na Internet do simulador de vôo FMS, muitos colegas vem tentando
construir seu próprio cabo de interface entre o rádio e o computador.
Quero alertar a todos que a entrada de trainer dos rádios Futaba,
Airtronics e Hitec, além do sinal digital ( pulsos ) de controle, ainda tem um
pino referenciado a massa ( terra ) e outro com tensão positiva. Portanto
qualquer curto circuito, mesmo que momentâneo entre essse pinos certamente vai
danificar o transmissor.
Faço esse alerta porque tenho recebido um número relativamente grande
de transmissores com o circuito interno "queimado" depois que pessoas não
habilitadas técnicamente, tentaram fazer a conexão entre o rádio e o micro com
um cabo trainer proposto pelo site do FMS. Que fique claro que os circuitos
propostos no site funcionam perfeitamente, tanto o que utiliza a porta paralela
como o que utiliza a porta serial do micro. O problema é na hora da montagem
prática entre o cabo e o rádio
Tenho consertado rádios cujo estrago varia de um simples regulador de
voltagem até curtos circuitos maiores que comprometem até a área de transmissão
do rádio.
A minha sugestão é que o serviço seja feito por pessoas que tenham
algum conhecimento de eletrônica e sobretudo alguma prática nesse tipo de
montagem de circuito. Particularmente EU NÃO FAÇO ESSES CABOS.
Outra idéia é fazer os testes utilizando um rádio simples de 4 canais e
só depois do circuito estar funcionando a contendo ligá-lo a um rádio mais caro.
A troca do módulo de RF nos rádios Futaba
Primeiramente quero lembrar para
aqueles que ainda não sabem que " Módulo de RF " é aquela caixinha preta que
fica embutida na parte trazeira de alguns transmissores da Futaba como o 5UAP -
7UAP - 8UAP e seus equivalentes "H". Agora também o 9CAP vem equipado com esse
módulo.
Também para esclarecer aos colegas menos ligados na eletrônica, é dentro
desse módulo de RF ( Radio Frequência ) que fica instalado o cristal do
transmissor e o circuito de "potência" do rádio, ou seja o circuito responsável
pela irradiação do sinal de controle através da antena.
Pois bem, os colegas mais "fuçadores" já descobriram que esse módulo É
INTERCAMBIÁVEL ENTRE QUALQUER TRANSMISSOR DA FUTABA - e também da Hitec mas isso
já é outra estória.
Como é no interior do módulo de RF que é feita a modulação dos sinais
digitais, se você pegar um rádio antigo do tipo 5UAF - AM e trocar o módulo
original por um módulo do 7UAF por exemplo, o seu velho rádio AM passa a
transmitir em FM !
Da mesma forma se você colocar o módulo do rádio AM no 7UAF ele "virará"
um AM ! É claro que essa troca não seria nada vantajosa afinal o 7 tem muito
mais recursos que o 5, mas vale como exemplo.
Mas vamos ao assunto principal é possivel então usar o modulo 8UAP no 9CAP
e vice-versa? Sim. O módulo de um funciona sem problemas no outro mas há um
porém... O módulo do 9CAP possui um circuito extra para filtragem do sinal
transmitido com a finalidade de impedir que sinais espúrios gerados no seu
microprocessador interno causem interferência no sinal digital que deve ser
transmitido. Esses ruídos poderiam gerar respostas erráticas do receptor
prejudicando o funcionamento do mesmo. A inclusão desse circuito adicional
provoca uma DIMINUIÇÃO NA POTÊNCIA TRANSMITIDA PELO RÁDIO. Pessoalmente acredito
que o desempenho geral do sistema não seja afetado pela perda de potência afinal
trata-se de um rádio "topo de linha" e a Futaba não iria deixar um "furo
desses".
O módulo do 8UAP é igual aos demais modelos ( não tem esse circuito de
filtro ) e portanto trabalham com potência MAIOR DO QUE O MÓDULO DO 9CAP.
Como é que ficaria o funcionamento dos rádios que tivessem os módulos
trocados ?
O 9CAP com o módulo do 8UAP ficaria sem o filtro e poderia, veja bem,
PODERIA ocasionar algum tipo de mal funcionamento no receptor.
Já o 8UAP com o módulo do 9CAP, simplesmente passaria a transmitir com
potência menor, devido a presença do circuito interno de filtro porém sem
maiores problemas.
Toda essa discussão foi originada numa lista de discussão entre aeromodelistas americanos. Inclusive a informação sobre o circuito de filtro do
9CAP foi obtida por deles em contato com o suporte técnico da FUTABA USA.
Sempre precavidos de serem alvos de alguma medida judicial caso algum radiocontrole alterado fosse provocasse algum acidente, a recomendação é que não
seja feita a troca dos módulos, afinal enquando o preço do módulo fica em torno
de US 100 - 200 , qual indenização judicial não seria menor do que US 5.000.
Portanto LÁ, por medida de economia NÃO SE DEVE MEXER NOS EQUIPAMENTOS !
E por aqui ? Bem, por aqui vale tudo. A maioria dos aeromodelistas
brasileiros sequer se deram conta da responsabilidade que paira sobre os seus
ombros ao utilizarem um radiocontrole, por isso ainda estão longe de se
preocupar com medidas judiciais indenizatórias por danos provocados pelos seus
aeromodelos !
Usando o rádio no simulador
Quando você for utilizar o seu rádio
(transmissor) como joystick nos simuladores de vôo de computador, não esqueça de
retirar o cristal. Essa medida impedirá que o rádio fique emitindo sinal
pela antena, evitando o aquecimento excessivo e desnecessário.
A retirada do cristal não impedirá que o circuito digital do rádio
funcione normalmente, produzindo o sinal na saida do trainer para comandar o
simulador.
A bateria, por sua vez, durará por várias horas, uma vez que o circuito
digital do rádio consome bem menos energia que o circuito de transmissão.
A melhor solução entretanto, é você comprar um rádio extra para o uso
exclusivo no simulador, retirando dele o cristal e a antena ( que podem ser
aproveitados nos rádios que você voa normalmente ) e instalando nele uma bateria
usada que esteja "encostada" na sua gaveta.
Cuidado com o receptor FUTABA
R148 / 149 DP
Pessoal, o receptor em questão é um excelente
equipamento, exceto por um pequeno detalhe mecânico na interligação das placas
do seu circuito. Ocorre que a placa onde estão localizados os terminais para a
conexão dos servos e da bateria, é fixada na placa principal do receptor por uma
série de delicados pinos metálicos, os quais, devido a pressão aplicada na hora
de encaixar os terminais dos servos tendem a se romper.
A partir dai, vários defeitos podem aparecer no receptor, tais como:
- Mau contato em determinado canal ( ou canais ).
- Funcionamento intermitente.
- Canal ou canais inoperantes
- Receptor totalmente inoperante ( quando rompem os pinos
correspondentes aos terminais da bateria )
Não é necessário dizer o que acontece quando um dos
defeitos acima acontece durante um vôo...
A solução que encontrei para esse problema, é a substituição desse pinos
por outros com maior diâmetro que proporciona uma melhor rigidez mecânica ao
conjunto. Para realizar esse trabalho é necessário desmontar totalmente o
receptor separando as suas três placas internas. É um trabalho minucioso e
delicado mas que apresenta um resultado definitivo, ou seja, não incomoda nunca
mais.
Aconselho a todos que operam seus modelos com esse tipo de receptor para
que dêem uma boa revisada nas conexões dos servos e ao menor sinal de mau
contato ou funcionamento intermitente enviem o receptor para a manutenção.
Certamente essa atitude evitará prejuizos maiores.
Placas de um receptor R149DP ( PCM ) recebido para conserto
Segundo relato do proprietário o avião estava voando normal,
quando subitamente deixou de responder aos comandos, não operando inclusive o
Fail Save. Tudo leva a crer que tenha se rompido a conexão dos pinos da bateria.

A pancada foi tão violenta que a placa que recebe os servos
teve a borda quebrada e foi empurrada em direção a placa principal "arrancando"
alguns componentes que estavam soldados na mesma.
Esse receptor foi totalmente recuperado após a instalação dos componentes
arrancados, a troca de um filtro quebrado da placa principal, a substituição de
TODOS os pinos de interligação da placas e a calibragem do circuito.
Interferências nas cabeceiras da pista
É comum o pessoal relatar que
quando vem para o pouso a baixa altura sobre a pista, observar um tremor no
avião, cuja intensidade
varia de uma leve tremida até um descontrole total que parece que o avião vai
cair.
Esse fato é quase sempre observado em TODAS as
pistas e independe do canal utilizado. Em algumas pistas porém, existe um local
bem determinado onde este fenômeno acontece. O pessoal diz: " - É sempre no lado
X ! "; enquanto outros dizem: "- É sempre no lado Y ! ".
Quase sempre depois de acontecimentos como estes, o
telefone do técnico toca:
- Mano, este final de semana aconteceu uma
interferência no meu rádio, acho que ele deve estar desregulado ou com
defeito...
Primeiramente vamos deixar claro que o rádio NÃO SE
DESREGULA, sem que algum "expert" mexa nos circuitos sintonizados
internos, naquelas peçinhas metálicas que tem um parafuso no meio, pedindo
irresistívelmente:
" Coloca uma chave de fenda aqui e torce para os
lados que o rádio vai ficar bom... "
Então se o rádio não está com problema, porque o
avião treme na cabeceira da pista?
Bem, sabemos que quando o avião vem para o pouso,
geralmente o motor está na lenta ou bem próximo disso fazendo com que o modelo venha planando numa condição de quase "pré-stol", ou seja, a sustenção
é mínima devido a baixa velocidade. Não precisa ser um engenheiro aeronautico
para saber que nestas condições qualquer ocorrência externa, seja um sopro de
vento ou uma diminuição no sinal do rádio
vai desestabilizar o modelo. Estamos pois, numa condição crítica.
Isso posto, vejamos o que pode estar acontecendo com
o sinal do rádio.
Sabemos que objetos metálicos refletem os sinais do
rádio, mas também grandes massas de água, quer seja na forma de lagos ou açudes,
ou mesmo lençóis freáticos no subsolo, também afetam as ondas de rádio.
Este é um dos motivos dos tremores do avião ao
sobrevoar determinada área da pista. Vejam que as vezes isso não ocorre
exatamente nas cabeceiras, mas em outro lugar do local de vôo. Mas é importante
notar que o problema quase sempre ocorre a baixas altitudes.
Outro detalhe interessante é que as vezes apenas
alguns canais são afetados enquanto outros se comportam normalmente. Nestes
casos, basta trocar o canal do rádio e o problema desaparece!
A explicação técnica do porque esse problema ocorre,
tem a ver com a reflexão das ondas de rádio e não cabe aqui explicar, o
importante é conhecer o problema e procurar as soluções.
Um outro detalhe que poucos aeromodelistas
sabem, diz respeito a posição da antena do rádio ( transmissor ) em relação ao
avião.
Através da figura abaixo, podemos observar como o
sinal do rádio é emitido pela antena.

Podemos ver que a área de sinal
mais forte na antena do rádio são as laterais, enquanto a área próxima a ponta
da antena o sinal
é mais fraco. Isto quer dizer que se "apontarmos" a ponta da antena para o
avião, estaremos emitindo o mínimo de sinal, ou a condição mais critica
para comandar o avião do ponto de vista do radiocontrole.
Bem mas o que é que isso tem a ver com as
interferências que aparecem nas extremidades das pistas? Simples, além de estar
voando numa condição limite, aerodinâmicamente falando, é comum vermos o
aeromodelistas de frente para o modelo justamente com a antena
do rádio apontando para o mesmo! É isso mesmo, se o rádio estiver na posição
vertical ( antena bem para cima ), o sinal enviado para o receptor do avião será
máximo, minimizando quaisquer outros problemas que possam ocorrer.
Recebendo um sinal forte o controle do modelo será
mais efetivo em qualquer condição de vôo. É importante ter sempre isto em mente
até quando se está voando muito alto. Jamais apontar a antena para o modelo.
Receptores e Cristais
Com o advento dos modelos elétricos, os
fabricantes de RC estão lançando no mercado um número cada vez maior de micro e
mini receptores, e a FUTABA não foge a regra.
Esses pequenos receptores são todos do tipo SINGLE CONVERSION - Conversão Simples - e, portanto, devido ao menor
número de componentes, bem mais leves do que os receptores tradicionais. Tem as
suas limitações como alcance menor, geralmente 300 a 500m,
mas funcionam bem considerando-se que serão utilizados em modelos do tipo PARK
FLYER.
Além destas particularidades, existe outra bem
importante: OS CRISTAIS UTILIZADOS NELES SÃO DIFERENTES DAQUELES UTILIZADOS NOS RECEPTORES MAIORES ( DUAL CONVERSION ).
Os cristais destes receptores são SINGLE
CONVERSION, ou seja, a freqüência interna do cristal é diferente da freqüência
interna de um cristal usado em receptores Dual Conversion, MESMO QUE O NUMERO DO
CANAL ESCRITO NO CRISTAL SEJA O
MESMO!!!
Suponha que você tem um conjunto FM básico
composto por um transmissor 4YF e um receptor R127DF, e que opere no canal 40.
Então você compra um micro receptor qualquer da Futaba, o R146iP, por exemplo,
obviamente com o cristal do canal 40, para usar com o mesmo
transmissor. Se por qualquer motivo você colocar o cristal do receptor R127DF
nele, simplesmente ele não funcionará. A mesma coisa vai acontecer
se você colocar o cristal 40 do receptor pequeno ( R146iP ) no grande. Não vai
funcionar. Isso porque o receptor pequeno é SINGLE e o grande é
DUAL CONVERSION.
Veja bem, esse estória de Single/ Dual, bem como
aquela outra de HI Band ou LOW Band DIZEM RESPEITO APENAS AOS
RECEPTORES. O transmissor não tem nada disso. Se o seu transmissor tiver um
cristal 40, como no exemplo acima, ele vai funcionar com QUALQUER RECEPTOR seja SINGLE ( mini ou micro ) ou DUAL CONVERSION. No caso do canal
40, apenas o receptor deve ser HI Band ( 35 - 60 ).
Para facilitar lembre-se que os cristais DUAL CONVERSION são utilizados nos receptores que tem as letras "DF" ( FM ) e
"DP" ( PCM ). Os demais receptores utilizam cristais SINGLE CONVERSION.
Observe também que enquanto os cristais DUAL tem a
tarja VERMELHA os SINGLE tem a tarja PRETA.
Alguns exemplos:
Receptores DUAL CONVERSION

Cristais DUAL CONVERSION

Receptores SINGLE CONVERSION

Cristal SINGLE CONVERSION

Rádios Walkera

Um nova marca de RC apareceu no mercado brasileiro.
São os rádios da marca WALKERA. Os mais simples como este da foto fazem parte do
kit de helicópteros elétricos.. Outro modelos mais sofisticados com até 8 canais
tentam imitar os radios da JR.
Esses rádios são feitos na China e como tal tem um preço muito
convidativo em relação as marcas tradicionais japonesas. O grande problema é que
o produto todo é baixa qualidade, tanto na parte eletrônica como mecânica.
Assemelham-se muito aos produtos vendidos por camelôs, ou seja, quando
apresentam
algum tipo de problema raramente é possível consertá-los e o seu destino é a
sucata.
Não só esta marca de radiocontrole produzido na China está chegando
ao mercado nacional, já chegaram as minhas mãos para conserto radios de marcas
totalmente desconhecidas e sem a menor possibilidade de recuperação.
Este modelo que aparece nas fotos me chamou a atenção porque além de
não funcionar corretamente, e os seus componentes não fazerem parte da produção
de fabricantens conhecidos e bem documentados, as duas chaves que aparecem na
parte frontal do rádio, bem como um pequeno botão preto junto a chave do lado
direito, SIMPLESMENTE NÃO FORAM LIGADOS AO CIRCUITO!!! Foram apenas fixados na
carcaça do rádio e ali ficaram sem nenhuma função!
Na foto abaixo é possível ver inclusive que sequer receberam solda em
seus terminais???!!!
Fica então o alerta, sobretudo àqueles que estão iniciando no
aeromodelismo, para que não comprem equipamentos assim. Podem até serem mais
baratos que um rádio equivalente de uma marca consagrada, mas sequer chegam
perto em qualidade.
A minha preocupação é que o pessoal iniciante começe a comprar estes
rádios e instalar em modelos Glow. Em tese irão funcionar, mas na prática o
risco de se perder o controle do modelo ou mesmo provocar algum acidente mais
grave é grande.
Tudo bem, brincar com um helicópterozinho elétrico que voa a 20 metros
do piloto é uma coisa, mas utilizar esse tipo de rádio em modelos maiores é
problema.
Sabemos todos os problemas enfrentados pela grande maioria dos colegas
aeromodelistas: Falta de dinheiro e falta de conhecimento. Para a primeira não
tem como fazer muita coisa, mas em relação ao conhecimento, fica o conselho:
Conversem com colegas mais antigos no hobby, perguntem bastante e observem os
equipamentos que estão sendo utilizados nas pistas antes de fazer uma compra.
Certamente é muito melhor comprar um sistema de radicontrole tradicional de uma
marca consagrada, mesmo que seja usado, do que comprar um equipamento "marca
diabo" novo.

Os Sticks dos EXA/H
A exemplo dos rádios
4YF, os modelos da série EXA ( 4EXA, 6EXA e 6EXH ), apresentam uma grande queda
de qualidade
incompatível com o nome FUTABA.
Estes modelos fabricados na China,
além de terem um design interno muito pobre, com fios passando por todos os
lados da placa
do circuito e colados com "cola quente", apresentam também problemas de
qualidade nos potenciômetros dos sticks. Sendo peças sujeitas a constante
movimento, não suportam a rotina de trabalho e seguidamente recebo estes
transmissores apresentando problemas nos sticks.
Nem mesmo o rádio "Walkera" da foto
acima, feito também na China e sem qualquer tradição de nome entre os RC utiliza
os potenciômetros metálicos de melhor qualidade do que os utilizados pela Futaba nos
rádios EXA.
Através das fotos abaixo podemos ver
que mesmo os antigos rádios Conquest FM ou mesmo o Attack AM ( montados em
TAIWAN )
tinham sticks de melhor qualidade.
Portanto fica a sugestão: se você tem um rádio desta série, SEMPRE ante de voar,
confira se os comandos estão funcionando corretamente.
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Stick 6EXA
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Stick 4EXA
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Os rádios de 2.4 GHz
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6EX- 2.4GHz da
Futaba |

DX7 Spektrum
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Uma nova tecnologia em radiocontroles está
sendo colocada a disposição dos modelistas no mundo todo: Os radios de 2.4GHz..
Primeiros os rádios eram AM, mais tarde FM, depois PCM
que pode-se dizer "era" o top de linha em materia confiabilidade devido a
codificação digital do sinal e da ausência de interferência provocada por
ruídos.
Os rádios de 2.4 GHz utilizam um sistema de modulação
diferente de todos conhecidos atualmente pelos aeromodelistas: o DSM ( Digital
Spectrum
Modulation ). Este sistema baseado na tecnologia Spread Spectrum tem por base a
utlização constante das freqüências alocadas na faixa dos 2.4GHZ.
A segurança dessa faixa e do sistema Spread Spectrum é
salientada pelo fabricante do rádio dizendo que os orgãos mais importantes dos
EUA como a NASA, a CIA o FBI e outros orgãos do governo americano utilizam essa
faixa devido a grande confiabilidade que ela proporciona.
Deixando de lado a parte mais técnica do funcionamento do
rádio, vejamos quais são as vantagens que ele apresenta em relação aos RC
tradicionais.
- Sistema de rádio totalmente sintetizado, receptor e
transmissor não utizam cristais.
- Codificação dos sinais em 4096 bits ( o sistema
tradicional mais moderno da Futaba o 14MZ e o receptor padrão G3 trabalham com
2048 bits ! )
- Tempo de resposta dos comandos de apenas 5,6 milisegundos
( nos rádios FM esse tempo é de 12 a 18 milisegundos ).
- Enlace de RF entre o transmissor e o receptor totalmente
imune a interferências.
- Alcance de 900 metros.
- 80 canais disponíveis ( apesar do usuário nem ficar
sabendo qual canal esta usando... )
- Antena super pequenas - 3,75 polegadas ( 8 cm )
- Possibilidade do receptor enviar dados para o transmissor
( telemetria )
- Módulos de RF separados para utilizar em radios da Futaba
e JR ( precisa comprar o receptor DSM )
- Consumo de bateria aproximadamente 40% menor tanto no
transmissor quanto no recepto.
- Possibilidade de usar 2 ou até 4 receptores a bordo para
aumentar a confiabilidade.
Funcionamento
Quando o rádio ( transmissor) é ligado ele
"varre" os 79 canais da faixa até encontrar um canal que não esteja sendo usado.
Esse processo leva apenas 2 segundos! Caso não encontre nenhum canal livre, o
rádio continua a rastrear a faixa até encontrar um canal vago.Uma vez encontrado
um canal vago o rádio trava neste canal .
Cada módulo de rádio fabricado para operar nessa faixa
recebe um código serial chamado GUID ( Globally Unique Identification Code ).
Existem mais de 4 bilhões de combinações do GUID de modo que é virtualmente
impossível o receptor encontrar outro rádio que tenha o código igual.
Na primeira instalação do receptor, é necessário um
procedimento para "sintonizar" o receptor. Isso é feito uma única vez e basta
aproximar o rádio do receptor ( 1 metro aprox. ) e pressionar um botão existente
no receptor. Após mais ou menos 30 segundos ele estará "travado" no sinal do
rádio e vai ignorar qualquer outro sinal que receber que não contenha esse
código ( do rádio com quem ele está "casado" ).
É necessário fazer esse procedimento em cada receptor (
caso se tenha vários receptores acionados pelo mesmo rádio ).
Na próxima vez que o receptor for ligado ele vai procurar
pelo rádio cujo código tem gravado na memoria, quando achar o sinall do rádio
ele se trava
com o rádio e passa a funcionar normalmente comandando os servos da mesma
maneira que um radio comum. Caso o transmissor seja desligado ou o receptor
perca o sinal por qualquer outro motivo, ele automáticamente entra no modo Fail
Safe, mantendo os servos imobilizados nas posições pré determinadas.
Caso o receptor seja ligado ANTES do rádio, ele
simplesmente permanecerá "varrendo" cada um dos 79 canais a procura do sinal do
rádio, enquanto isso manterá os servos imóveis ( Fail Safe ).
O receptor da Spektrum AR6000 além de ser duplicado ( dois
receptores ) num só ( DSM2 ), consequentemente tem duas antenas que devem
fformar um angulo de 90 º entre elas.
Esse sistema da Spektrum que utiliza dois receptores,
utiliza dois canais de rádio diferentes dentro da faixa ( Dual Link ) a fim de
garantir maior confiabilidade ao sistema. O receptor ainda é capaz de transmitir
sinais para o rádio, possibilitando que se tenha uma telemetria do modelo como
voltagem da bateria, temperatura do motor e outros parâmetros. A Spektrum estava
prometendo essa facilidade na época que lançou o primeiro rádio ( o DX6 - 2005 )
para auto modelos. Não sei se realmente foi feito.
Segurança
Sabemos que a
faixa dos 2.4GHz em todo mundo é compartilhada com outros serviços, como
telefonia sem fio, redes sem fio de computadores
(wireless) equipamentos médicos e etc. A pergunta que vem logo à cabeça é:
Todos esses serviços não vão interferir uns nos outros? Certamente que não. A
utilização da faixa de 2.4GHz é regulada por convenções internacionais e uma das
premissas básicas é a sua livre utilização por qualquer serviço, MAS QUALQUER
equipamento destinado a operar nesta faixa deve ter a capacidade de antes de
começar a operar, verificar se existe um ( ou mais ) canais vagos e só a partir
dai começar a funcionar. Ou seja se alguém resolver levar um telefone sem fio
que trabalhe em 2.4 GHz para o campo, assim que o equipamento for ligado ele
varrerá toda a faixa a procura de um canal para se instalar, se houver
aeromodelistas voando, os canais ocupados por eles não serão "vistos" pelo
telefone sem fio. Se for encontrado um canal vago ele "trava" e começa a
funcionar, se não fica procurando até achar um. Este sistema é chamado de Coliision Avoidance - Prevenção de Colisão.
Então como vemos o sistema é muito bem bolado.
Outro detalhe interessante é que a Spektrum está produzindo
Módulos de RF para rádios da Futaba e da JR. Você troca o seu módulo de 72 ou
50MHz por um de 2.4GHZ e pronto o seu rádio preferido com todos os seu modelos
na memória passa a transmitir em 2.4GHz. É claro que será necessário você também
comprar o receptor...
Comentário muito bom a respeito do sistema,
a pessoa apenas se enganou quando afirma
que o DSM2 ( receptor AR6000 ) utiliza 2 canais iguais para se comunicar com
o rádio. Na verdade são 2 canais DIFERENTES dentro da faixa.
Maiores informações veja em :
Site da Spektrum (Inglês)
Site
da Diniz Esteves (Português)
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